quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Novo conjunto habitacional em Qingpu


por Roberta Abe


Qingpu, distrito de Xangai, é famosa por seus cursos d'água naturais, utilizados como meio de transporte. O crescimento econômico do país levou a uma explosão de investimentos estrangeiros  e agora traz uma injeção de modernismo arquitetônico. Em 2002 o dirigente do distrito, Jiwei Sun, foi desafiado a desenvolver a cidade de maneira sustentável, tendo em perspectiva que a projeção da população para 2020 é crescer para meio milhão de habitantes. Foram convidados arquitetos estrangeiros como Jacques Ferrier, Sancho Madridejos e Kunyan Deng para projetar escolas, edifícios governamentais, igreja etc.

O novo conjunto residencial projetado pelo escritório norte-americano Wood+Zapata pretende recriar o padrão urbano da antiga cidade sobre a água. Assim, foram desenhadas moradias, vilas e apartamentos com um núcleo urbano de vários restaurantes e uma antiga fazenda, que será convertida em centro cultural. A intenção é a transformação da tipologia urbana da cidade vernacular sobre as águas utilizando-se de linhas limpas e modernas.


Ficha técnica:
Arquitetos: Wood+Zapata
Localização: Qingpu, Xangai
Tema: conjunto habitacional
Fonte: Revista Architectural Record, Junho 2005.Vol. 193,No. 06.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

EDIFICIO ADMINISTRATIVO E DE NOVAS GRADUAÇÕES PARA UNIVERSIDADE DE EXTREMADURA


por Caroline Thomaz

O edifício proposto é um volume de três plantas com 15 metros de profundidade e 100 de largura, com dois núcleos de comunicação vertical unidos por duas torres que unem as salas de departamento que tem uma ampla saída a uma ampla cobertura reservada aos professores. A partir das duras condições climáticas a construção envolve em um artificial e natural filtro duplo de brises ajustáveis rodeados por um anel de árvores ambos mimetizados com o tempo, cor e escala.
A cobertura do edifício abriga duas torres de relaxamento da equipe de professore, são salas abertas a um jardim rodeado por uma pista de treinamento, criando um ambiente com vistas sobre a cidade de Guadiana.
A intenção compor com todo o edifício um obra institucional simples e digno, baseado em certa sensibilidade com a luz e a brisa de Guadiana, um edifício resolvido pelo significado de uma segunda pele sensível que se confunde com um entorno amável e sombrio. 

Ficha técnica:

Arquiteto: Ábalos & Herreros
Local: Mérida, Espanha
Ano projeto: 1999 - 2001
Referência:2G n° 22

 


CENTRO DE INTERPETRAÇÃO DA PAISAGEM, FABRIANO (2003); EDUARDO ARROYO



por Caroline Thomaz

A configuração espacial desse projeto foi pensada de modo a ser capaz de absorver as variações de uma paisagem concreta, que estimulasse a sensibilidade e que possibilitasse o alcance de um alto grau de interação e compreensão do mesmo. Desse modo foi projetado um conjunto de potencializadores da paisagem que possibilitassem a percepção do tempo e a influência disso diariamente.
A intervenção consiste em tornar visível o invisível, classificando partes do local como estimulantes de determinado aspecto sensorial, a arquitetura atua potencializando as condições e isolando o resto. É uma obra composta de uma série de mapas sensíveis que filtram nosso interesse pela paisagem. A definição da geometria da arquitetura aparece ao precisar da distância e posição de cada fragmento. As mudanças de luminosidade ou as diferentes incidências do vento nas plantações, estão relacionadas aos quartos de certa permanência usos de máxima atenção, as mudanças invisíveis de som durante o dia ou a fragancia da brisa noturna com estada prolongada e de descanso da nossa atenção.
A arquitetura nesse projeto atua como mecanismo de relação com o que existe e que classifica as propriedades em uma organização centrípeta em vista da paisagem gerada que sem dúvida provoca a percepção positiva de qualquer visitante

Ficha técnica:

Arquiteto: Eduardo Arroyo
Local: Le Marche, Itália
Ano projeto: 2003
Referência:2G n° 41


Arabian Public Library


de Rafael Otake Yamashita

Localizado em uma região próxima à áreas de preservação ambiental, esta construção pretende produzir uma riqueza de conceito e ambigüidade do prédio, para que esse criasse um conceito próprio ao fazer uma conexão bem marcante com o terreno, que foi inspirado na tipologia de canyons da região.


A experiência da aridez da região é concebida no prédio junto à temática, com o uso de materiais que pouco aspiram à vida, como aço e vidro, ajudando na composição de formas obtusas.

O programa da biblioteca consiste dos ambientes comuns a bibliotecas e áreas de convívio para os usuários, dispondo de foyer e outros programas como área para crianças e computadores.

O prédio adquiriu o certificado de prata no LEED, por preservar o deserto no entorno, materiais como aço e revestimentos reciclados, aproveitamento de iluminação, instalação do sistema de ar adequadamente.


Ficha técnica:

Arquiteto: Richard+Bauer
Local: Arizona, EUA
Ano projeto: 2007
Referência:Architectural Record Junho-2008

domingo, 1 de novembro de 2009

Rehab, Centro de reabilitação






Por Stefanie Kazitoris

Seguindo a analogia de uma planta urbana, as ruas e as praças em frente as casa, a primeira impressão do centro Rehab é a entrada, um grande pátio cujo centro tem um terreno como se acedesse ao complexo por um espaço exterior. O vestíbulo principal e os diversos pátios interiores (um cheio de água e outro completamente forrado de madeira) proporcionam orientação quando se caminha neles.

O Centro Rehab é um edifício horizontal em dois pisos, onde quem se desloca tem facilidade de movimentação de um sítio para outro.Além disso é uma solução econômica pois a planta é um padrão que pode ser repetido.

O conjunto está concebido de dentro para fora pois são os pátios que se encontram ao centro, dentro de um grande retângulo, ao invés de serem os edifícios. Esses pátios servem para orientar e para permitir que a luz natural penetre em todo o interior.

Local da obra: Basel, Suíça
Arquiteto: Herzog & De Meuron
Data: 3/2002
Tema: Centro de reabilitação
Referência: Architectural Records 2005

Musac Museum

Por Stefanie Kazitoris

Erguido na cidade de León, na entrada do bairro de Eras de Renueva, o Museu foi inaugurado pelos Príncipes de Astúrias com o firme propósito de ser um museu do presente, e assim converter-se em peça fundamental para o desenvolvimento da Arte Contemporânea em nível internacional. Este museu surgiu com amplo sentido experimental para a concepção e desenvolvimento de projetos e exposições em todos os sentidos artísticos.


O MUSAC trabalha exclusivamente sobre o momento atual, marcado pela memória mais recente e, portanto, bastante voltado ao plano experimental.


Para o visitante a sua proposta é estabelecer todas as formas possíveis de interação, para além da mera contemplação. Palestras, encontro com artistas, guias didáticos e obras onde a interação ocorra, são alguns dos elementos presentes na dinâmica do MUSAC.



O edifício onde se instalou o MUSAC é uma grande construção de planta inovadora, obra do estúdio madrilenho Mansilla y Tuñón Arquitectos, e que já recebeu o prêmio Mies Van Der Rohe de arquitetura, em 2007 - a máxima premiação européia, nesta área.


Semelhante a um conjunto de tabuleiros sua fachada colorida assume um aspecto lúdico, que se destaca no espaço ao redor.


O MUSAC possui um conjunto de salas para exposições autônomas e encadeadas de forma a permitir mostras independentes, em diferentes tamanhos e características, simultaneamente. Cada sala, de modo particular, constrói um espaço contínuo, mas diferenciado espacialmente, que se abre para outras salas e pátios, permitindo assim que de uma veja-se outras de modo transversal, longitudinal e diagonal. Quinhentas vigas pré-moldadas fecham os espaços, caracterizados pela repetição sistemática e pela expressividade formal.


No exterior, o espaço público adquire forma côncava para acolher as atividades e encontros, cobertos por vidros de 42 cores (inspirados nos vitrais do século XIII) da Catedral de León. É o espaço de relação entre as pessoas.

Local da obra: León, Espanha
Arquiteto: Mansilla+Tuñon
Data: 4/2005
Tema: Museu
Referência: Architectural Records, volume 193

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nelson Atkins Museum of Art



Por Flávia Elisa
A expansão do Museu de Artes Nelson Atkins fundiu a arquitetura com a paisagem para criar uma arquitetura experimental que se desdobra para os visitantes, sendo percebida através do movimento de cada indivíduo através do espaço e do tempo. A novidade, chamada de Construção Bloch, envolve o jardim de esculturas existentes, transformando o local do museu em todo o recinto da experiência do visitante. A novidade se estende ao longo da borda leste do campus, e distingue-se por cinco lentes de vidro, atravessando o edifício existente, através do Parque de Escultura para formar novos espaços e ângulos de visão. A inovadora fusão da paisagem, arquitetura e arte foi executada através de uma estreita colaboração com os funcionários dos museus e artistas, para alcançar uma relação dinâmica e solidária entre arte e arquitetura. Ao se deslocarem, os visitantes se movem através de um fluxo entre a luz, arte, arquitetura e paisagem, com vistas a partir de um nível para outro, de dentro para fora.
            A primeira das cinco formas das lentes é a de "um lobby transparente e brilhante, com café, biblioteca de arte e livraria, convidando o público para o Museu e incentivando o movimento através de rampas para as galerias à medida que progridem para baixo para o jardim. A partir de um átrio, um novo eixo conecta os espaços originais do grande edifício. À noite, o volume de vidro brilhante do átrio oferece uma transparência convidativa, atraindo visitantes de outros eventos e atividades. As camadas múltiplas de lentes de vidro translúcido reúnem, difundem e refratam a luz, às vezes, materializando a luz como blocos de gelo. Durante o dia as lentes injetam diferentes qualidades de luz para as galerias, enquanto à noite a escultura jardim brilha com sua luz interna. As galerias, organizadas gradualmente em seqüência para apoiar a progressão das coleções, são pontuadas por exibições na paisagem.
Ficha Técnica
Arquiteto:
Steven Holl Architects.
Localização:
Kansas City, USA.
Tema:
Nelson Atkins Museum of Art
Referência:
Architectural record, Ed. 195 p. 99-105.