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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Qual o papel da arquitetura na sociedade contemporânea?


O papel da arquitetura em uma sociedade é responder a uma demanda de determinada época.
            Se até então a demanda partia do topo de uma hierarquia (raiz), na sociedade contemporânea não existe mais uma hierarquia definidora (rizoma). A partir de então a arquitetura precisa se expressar para uma visão multifacetada.
            O arquiteto, nesse contexto globalizado onde as demandas e usuários estão em fluxo constante, tem a função de proteger e reforçar elos existentes além de prever, controlar e viabilizar a criação de novos elos entre as pessoas e o território. Isto consiste em criar um ambiente global propício para a desterritorialização e reterritorialização..
            Existem demandas que não estão explícitas, as quais precisam ser identificadas e supridas pelo arquiteto para que possam coexistir com aquelas que são atendidas ou, no mínimo, identificadas.
            A sociedade atual tem uma facilidade de misturar conhecimentos, que são trazidos pela facilidade de comunicação e transporte. Não existe uma regra a ser seguida, todas são válidas. O arquiteto contemporâneo tem esta característica de receber influências muito distintas e adequá-las para um contexto, fazendo com que sua obra seja tão globalizada quanto local, sem que seja classificada como certa ou errada; ela não aceita definições. 
Ariadne, Bianca, Carla, Frederico, Maria

sábado, 12 de setembro de 2009

Relação entre método e projeto na sociedade contemporânea

Por Emy Tihohod, Flávia Elisa, Irene Naput, Katrin Rappl, Marcella Rondineli, Stefanie Kazitoris
A metodologia contemporânea do projetar arquitetônico resulta da análise e consideração de diversas áreas de conhecimento e diretrizes/fatores, que organizados segundo critérios conceituais, possibilitam diversas expressões formais.
Isso porque não existe uma linearidade de raciocínio projetual metodológico a ser seguido, e sim o resultado do estudo da multiplicidade de saberes necessários para a criação de critérios considerados no método de projeto. Questões basicamente vistas como usos, funções, usuários, legislações e acessibilidade, são ampliadas pela consideração do olhar para o entorno, história local e cultura da sociedade, que permitem uma adequação maior do método e do projeto com a dinâmica social atual.
Dessa forma, se consegue criar a base de expressão formal que guiará a formatação do projeto, direcionando-a na busca por determinadas sensações que se possa proporcionar ao usuário final. Como a Casa Poli no Chile (escritório PVE), que permite a experimentação das finalidades artísticas subjetivas do projeto, apresentando percursos que ampliam a gama sensorial do usuário, proporcionada pelo emprego de cheios e vazios que enquadram a paisagem única do local de implantação. Nota-se que os esquemas de estudo das aberturas, usos e caminhos da residência levaram em consideração todos os fatores que permitem a criação de uma metodologia de projeto, como citado anteriormente.
O que se pode perceber, é que dependendo da finalidade, partido e conceito a ser empregado em cada projeto, direciona-se mais ou menos a ponderação de fatores metodológicos, que permitem o desenvolvimento de linguagens formais no processo de produção arquitetônica. Como no caso do projeto do hipermercado Baumaxx na Eslovênia (Njric+Njiric), que realiza a leitura do entorno, empregando-a no edifício, com a intenção formal sensorial diversa da Casa Poli, uma vez que tratando-se de um local semi-industrial, a linguagem artística e o design voltam-se para a praticidade e robustez da edificação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Arquitetura - Objeto ou Fenômeno?

Por Elena Furlan, Lara Santos, Mariana Boschini, Guilherme Motta, Nathaje costa.

A arquitetura é um meio de expressão artística que está intrinsicamente ligada ao seu uso pelo homem e a sua relação e inserção no entorno. Desse modo ela possui um carater dinâmico que é capaz de mudar e ser mudado pelos seus usuários e por seu meio, tendo sempre função mesmo ela não sendo a sua original. Os quase opostos ou quase paralelos "objeto" e "fenômeno" são recorrentes à arquitetura, porém o segundo revela mais completamente o significado da arquitetura em sua plenitude.
O homem é um elemento fundamental para diferir a arquitetura em objeto ou fenômeno. A arquitetura deve ser pensada para o homem, seja para ele habitar, interagir, reagir a ela. A contemplação neste caso é parte das sensações causadas neste homem, mas diferentemente do objeto não é a única sensação causada nele.
Ao mesmo tempo a arquitetura se relaciona com o tempo passado e futuro. Portanto uma obra considerada atualmente como fenômeno pode se tornar um objeto de contemplação no futuro. A informação é o que pode diferenciar o modo como o observador vê a obra arquitetônica. Sabendo a sua história, o movimento a que pertenceu, o pensamento teórico por trás do objeto, este é visto como um fenômeno, e entendido como tal.