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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Interface Quinta do Cedro

Vila Nova de Gaia, Porto – Portugal
Trabalho exposto na 8ª. Bienal Internacional de Arquitetura - SP,Brasil
Arq. Eduardo Leira


Por Katrin e Marcella

Vila Nova de Gaia é um município português na Área Metropolitana do Porto, Região Norte e subregião do Grande Porto. Trata-se de uma área periferica com tecido urbano disperso em vazios intersticiais. É uma região de encontro de importantes eixos com uma grande demanda de transporte público, grandes congestionamentos de trânsito e um eixo comercial em construção.

O projeto consiste na remodelação da área industrial e ocupação do grande vazio existente pelas instalações do metrô e localização de uma interface de transporte com três intervenções previstas, independentes, que se transformam na chave de uma estratégia para a renovação urbana da área. A integração em uma única atuação implica na complementaridade dos usos e na criação de sinergia, pois três trabalhos se realizam simultaneamente: plano de ordenação da região, projeto do parque de máquinas do metrô e a estação intermodal (interface). Isso se dará com o prolongamento da Avenida da República, o desenvolvimento do uso residencial e de equipamentos coletivos em solo industrial, usos terciários configurando uma linha diagonal, o parque de máquinas subterrâneo com cobertura ajardinada para usos esportivos que responderá a nova qualidade requerida para a área e a remodelação do enlace na circulação da artéria IC2, proporcionando acessibilidade em todas as direções mediante uma grande rotatória que integrará a interface de transporte, um complexo edificado, que complementará o alto poder de atração do complexo.

Novo estádio Vivaldão, Manaus




O projeto da nova arena multiuso de Manaus, realizado pela Gerkan Marg und Partner (GMP), propõe reconstrução total dos espaços arquitetônicos, bem como seu entorno. Segundo o arquiteto: “Buscamos imagens do Amazonas para mostrar a Amazônia para o mundo”, e o principal aspecto evidenciado pelo projetista, foi formal. Através da técnica utilizada na fachada do edifício, ele busca simular texturas de escamas de repteis, ressaltando a fauna amazônica e uma cobertura retrátil com textura de cesto de palha, que remete ao artesanato local.
Quanto à capacidade ele passará a receber até 47 mil visitantes, porém ele oferece muito mais que um estádio de futebol. Inspirado nas arenas inglesas, o complexo contará ainda com shopping, centro de esportes e formação de atletas, casa de shows e lojas de conveniência.
Projeto ainda prevê avançado sistema de captação e reuso de água pluvial (abundante na região tropical amazônica) e sistemas avançados de racionalização de energia, com certificado LEED.
Com a construção da arena, sistema de transporte e infra-estrutura para receber os usuários também deve passar por um processo de modernização, com estações de metro e trem e terminal de ônibus nas proximidades.

8ª Bienal de Arquitetura de São Paulo


Exposição de Hong Kong

por Carla Rossito, Frederico Costa e Lara Santos






A exposição chinesa na 8ª Bienal de Arquitetura de São Paulo pareceu expressar evidentemente a situação da China no contexto mundial. Ou melhor, de Hong Kong como aparece no próprio site do evento. Entre poucos países, era o único asiático e com uma curadoria relativamente simples, ocultava sobre o plano de mesas de luz trabalhos de alta tecnologia.

Os trabalhos que mais chamavam atenção, até pelo fato de estarem sobre as mesas de luz, eram as maquetes obtidas dos processos de fabricação digital como a prototipagem rápida. Eram os trabalhos que mais se aproximavam conceitualmente de nossa proposta de composição durante a disciplina, pois tratava de variações em padrões. Entretanto, nosso trabalho visava mais uma variação programática do que formal. No caso de Hong Kong, a experimentação formal era exclusiva e incessante. Tanto de objetos esculturais com devir arquitetônico quanto de simulações de volumetrias arquitetônicas em ambientes urbanos simulados que sugeriam composições na escala de vários quarteirões.


Por fim, os estudos teóricos mais exclusivamente urbanísticos que pareciam estar em busca de um alto conhecimento, uma tentativa de se auto avaliar e compreender o fenômeno urbano impressionante que se tornou a região do Delta do Rio das Pérolas e talvez determinar diretrizes conceituais para esse crescimento como foi o caso do trabalho denominado “Nova Cidade Radiante”. É sem dúvida um grande desafio para a arquitetura (não só nos grandes aglomerados urbanos, mas sobretudo neles) dar as diretrizes para esse fenômeno urbano que está fora do controle de qualquer uma das categorias e instancias que dividem com ela a função de construir a cidade.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Oitava Bienal Internacional de Arquitetura



Casa Paraty – Studio MK27

Duas caixas de concreto em balanço e isoladas, incrustadas na encosta. Essa é a descrição, em linhas gerais, da proposta de Marcio Kogan, apresentada na 8 bienal internacional de arquitetura, para a casa de veraneio em Paraty. No volume mais próximo do mar ficam o estar e os serviços; no outro estão os dormitórios. Independentemente do programa, os projetos resultam em caixas.
Essas poucas palavras simplificam ao extremo a obra, que ao ter lapida suas caixas, revela uma linguagem em franca evolução. O trabalho é marcado pelas caixas de alvenaria branca e massa raspada, pelo apuro no detalhamento minimalista e pelos espaços internos baseados em percursos e surpresas, além do uso de generosas aberturas horizontais. A volumetria das caixas pouco a pouco ganham pureza geométrica, com leitura mais direta. Seguindo a linha de rasgos horizontais, Kogan se inspirou nas janelas corbusierianas em fita, que rompem os volumes com força. As caixas na ilha fluminense perdem um dos fechamentos laterais - o que está voltado para o mar - e as aberturas transformam-se no vão do volume, o que intensifica a relação interior/exterior. Na caixa mais alta, a vedação dos dormitórios é feita com ripas irregulares de eucalipto, colocando em cena, a habilidade do projetista com o uso dos materiais. 

Por: Flávia Elisa


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

8a BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO


Exposição da França

por Bianca Forti, Irene Naput e Roberta Abe














O espaço de exposição dos projetos franceses está bem montado e interativo. É composto por um grande painel com uma composição de frases e fotos de projetos construídos, conceituando a atual arquitetura francesa (diversidade social, novas atitudes, mudança de situação, contexto, novos usos, novos espaços etc.); televisores mostrando os projetos não construídos e as respectivas maquetes. O público pode interagir com as maquetes, girando-as conforme a vista desejada. 

 












Destacamos o projeto de uma escola de tetos verdes em Revin, França (Off Architecture em associação com Duncan Lewis Scape Architecture e Jeans Giacinto). Trata-se de um edifício terraceado coberto por teto verde, acompanhando a inclinação do terreno e praticamente sumindo na paisagem, com suas formas orgânicas e curvas. Cada nível terraceado corresponde a um andar. Possui grandes aberturas elevadas para captar a luz natural. A cobertura é levemente ondulada, parecendo mais natural. O interior do edifício possui amplos espaços de circulação e convívio, conseqüência dos diversos níveis. No nível mais baixo do terreno encontram-se as quadras e espaços esportivos ao ar livre. 
















O projeto havia sido utilizado pelo grupo como referência para o desenho de uma praça que termina em um clube e também para o projeto dos edifícios de hotel e de apoio ao clube; qual foi nossa surpresa ao vê-lo exposto na bienal.