sábado, 12 de dezembro de 2009

Em meio as dunas





Por Emy Tihohod


O Museu de Arte de Ordos é o primeiro edifício do novo centro cívico da província do interior da Mongólia, implantado num trecho de dunas de areia ao longo de um lago, voltado a um corredor público que abriga institutos de artes e edifícios culturais. 


Distribuído dentro de uma forma ondulada, com um vão central de elevação clara do chão, sugerindo uma víbora do deserto liquidação sobre as dunas, o espaço é concebido como um quarto sem interrupções, com uma série de aberturas de absorção de luz natural, oferecendo vistas exteriores, que enquadram e misturam as exposições de arte a paisagem natural, integrando a experiência do usuário às visuais proporcionadas pelo edifício.


Arquiteto: DnA - Design and Architecture
Localização: Ordos - Mongólia
Projeto: 2006 - 2007
Tema: Institucional

Centro Olímpico de Tennis, Madrid, Espanha


Por Bianca Forti

   O novo Centro Olímpico de Tênis em Madrid projetado pelo arquiteto francês Dominique Perrault. O edifício principal terá três quadras cobertas separadas. Sua idéia principal era a funcionalidade de sua cobertura em função da sua utilização no interior, podendo ser fechadas para as partidas internas ou serem abertas para partidas ao ar livre. Este aspecto influe na sua aparência volumétrica exterior oferecendo uma imagem mais flexível. Assim, o arquiteto consegue uma ligação entre design e funcionalidade.
   No entanto, a estrutura do telhado teve de ser modificada durante o projeto, porque a Federação Internacional de Tênis (ATP), apenas considera quadras ao ar livre, quando elas são descobertas completamente. Infelizmente o efeito final não será tão espetacular como quando as três coberturas se levantavam em direções diferentes, mas em uma mesma direção conduzindo a uma mais monótono.
   A outra característica importante na sua fachada principal é que ela filtra a luz. Tem uma superfície exterior de uma malha esticada de aço inoxidável e por dentro uma superfície de vidro.
   O complexo tem um outro edifício ao lado, dedicado ao tênis indoor, incluindo 11 quadras cobertas e um clube desportivo com piscina e uma área administrativa.
   Além destes dois edifícios, o entorno se remodelará com 16 quadras ao ar livre, um grande parque de estacionamento e uma abundância em áreas verdes, incluindo um lago artificial que se manterá com a água da chuva coletada em todo o terreno.

Ficha técnica:


Arquiteto: Dominique Perrault
Localização: Madrid, Espanha
Projeto: 2007-2009
Tema: Centro Olímpico
Referência: AV Monografias, ed. 135-136

Biblioteca da Universidade de Deusto, Bilbao, Espanha


Por Bianca Forti


    O novo Centro de Recursos para a Aprendizagem e Investigação (CRAI) da Biblioteca da Universidade de Deusto foi projetado por Rafael Moneo. Ele tem mais de 22.000 metros quadrados e abriga cerca de um milhão de volumes. O edifício está localizado na nova área Abandoibarra, olhando para o Museu Guggenheim de Frank O. Gehry.
   O edifício tem suas vigas, mesas e utensílios voltados para o Museu Guggenheim. Segundo o próprio Moneo "é muito bom fazer as salas de leitura terem como fundo a cidade completa. É como se nós disfrutássemos do Guggenheim, como se deixássemos sua imanência e disfrutássemos dela".
   A biblioteca tem a forma de um cubo com arestas arredondadas e alguns cortes que permitem a passagem de luz e pontos de vista e acesso ao edifício. A fachada interna é composta de vidros serigrafados e paredes de concreto, e separadas por uma câmera de 60 centímetros o sistema de iluminação característico foi instalado. O bloco de vidro tem sulcos paralelos em sua superfície que evocam a razão esculpida das colunas dóricas.
   O CRAI é uma peça esculpida que não consegue mostrar exteriormente a relação com o Museu Guggenheim, mas o faz internamente com layout do mobiliário.

Ficha técnica:



Arquiteto: Rafael Moneo
Cliente: Universidade de Deusto
Localização: Bilbao, Espanha
Projeto: 2005-2008
Tema: Biblioteca
Referência: AV Monografias, ed. 135-136

CONSTRUÇÃO PARA A VIABILIDADE DO FUTURO

Por Guilherme Motta



Projeto do sSuerbruch Hutton architects é exemplo de como a sustentabilidade pode ser aplicada como conceito global em arquitetura, desde a economia de energia até o cumprimento de sua função cívica.


Um novo edifício que abriga funções públicas, como biblioteca, auditório, café e espaço de exposições, além de escritórios para os mais de 800 funcionários da Agência Federal para o Meio Ambiente. Um parque de livre acesso completa o programa.

Um exemplo de como o ecologicamente correto pode ser feito com baixo orçamento e servir, em muitos de seus aspectos arquitetônicos, de inspiração para futuras obras.

Outra determinação do projeto foi obter um layout claro e funcional, além de oferecer aos funcionários um ambiente agradável e diferenciado de trabalho.

O lote, a nordeste da principal linha de trem do distrito, foi escolhido para mostrar que um terreno esquecido e contaminado pode ter vida novamente. Mais importante ainda, pode se tornar um espaço de interesse civil e de lazer.

Ficha Técnica:

Projeto: revitalização do Distrito Industrial do Gás
Autor: Sauerbruch Hutton Architects
Local: Dessau, Alemanha
Fonte: Revista AU, Edição 167, Novembro 2007, págs. 48-55

Fábrica da Olisur ao entorno, de GH+A, no Chile

Por Guilherme Motta



Um olival de 1,2 mil hectares cerca a fábrica de azeite Olisur, na região do Vale Central do Chile, a 200 km de Santiago. Inspirador, o sítio despertou no arquiteto Guillermo Hevia a intenção de criar um edifício que incorporasse aspectos marcantes da paisagem local.



"A Olisur se incorpora à paisagem trazendo baixo impacto ambiental", explica Hevia, que define a linguagem arquitetônica da obra como "eclética e consciente". "Na arquitetura, os sentidos e capacidades levam ao feito criativo. Valorizo a espontaneidade e a intuição, desde que provida de carga intelectual", afirma o arquiteto. Nesse sentido, a paisagem local, repleta de oliveiras de diferentes espécies e cores, alimentou sua intuição.


"A idéia era criar um edifício que nascesse da terra", explica o chileno, referindo-se às linhas inclinadas que cortam verticalmente as fachadas da edificação principal. Elas são configuradas por delgados elementos verticais de madeira laminada (pinus radiata), que remetem, na forma, a aspectos da arquitetura vernacular da região. O pinus também compõe a estrutura da cobertura do moinho de azeite, assim como pilares, vigas e o fechamento do prédio administrativo, o volume menor, adjacente à fábrica.

Ficha Técnica
Nome: Fábrica de aezeite Olisur
Autor: Arquitetura Guillermo Hevia (GH+A)
Local: Fundo San José de Marchigüe, comuna La Estrella, VI Región, Chile
Fonte: Revista AU, Edição 189, Dezembro 2009, págs. 68-73





FORÇA BRUTA

Por Guilherme Motta



Projetar um edifício de três andares em uma zona em que se permite até doze pavimentos parece perda de dinheiro e de tempo, pois em um futuro bem próximo ele pode ser demolido para ceder lugar a um edifício com pavimentos no limite.





No caso, o ideal comercial seria definir estruturas leves, rápidas e mais baratas como o light steel frame ou então sistematizar a execução a ponto de tornar o edifício todo desmontável. Esse é o caso do edifício da Bip Computers, do arquiteto chileno Alberto Mozó. Seus três pavimentos são constituídos inteiramente de peças de montar, basicamente vigas de madeira laminada, paredes internas de drywall e pré-moldados de concreto.




O prédio atrai pela força de uma comunicação conjunta, interligada e perfeitamente adequada de todos os subsistemas que o constituem. A obra de Mozó é contemporânea, altamente tecnológica sem ser high tech, e muito sustentável. Mas suas estruturas desmontáveis e transitórias, portanto passageiras, constituem um grande paradoxo quando se pensa na estética bruta e fortemente enraizada do edifício. E é inegável que a emoção que causa advém da força, simplicidade e beleza de sua estrutura aparente.

Ficha da Obra

Nome: Edifício Corporativo
Arquiteto: Alberto Mozó
Data do projeto: 2006
Data da contrução: 2007
Local: Santiafo, Chile
Fonte: Revista AU, Edição 172,  Julho 2008, págs. 64-78


Paykar Bonyan Panel Factory



Por: Ariadne Batista de Souza

Em uma sona manufatureira em Tehra, 32km ao sul da capital do Irã em meio a muitas fábricas que seguem uma mesma linguagem arquitetônica de grandes sheds e revestimento em tijolos a fábrica de painéis Paykar Bonyan projetada pelo ARAD (Architectural Research and Design), se destaca com sua fachada prinscipal composta por um quadriculado de alumínio e vidro e sua geometria simples, porém impressionante.
Pelo fato de abrigar a produção de um material cujo intuito é transformar o processo de construção (painéis de poliestireno revestidos por uma malha de aço galvanizado), o esperado pelo proprietário da fábrica, Moustafa Mahmoudi, só podia ser o máximo de inovação, porém com um orçamento limitado e tempo de construção curto.
A solução proposta consiste em módulos de tiras estruturadas em aço e revestimento em painéis-sanduiches de alumínio pré-pintado, resultando em 5250m² construídos em menos de 1 ano, com um custo de 355 dólares por m².


Ficha Técnica:
Nome: Paykar Bonyan Panel Factory
Arquitetos: ARAD
Local: Tehra, Irã
Ano: 2007

Tema: Fábrica
Fonte: Architectural Record, 03/2009