segunda-feira, 28 de setembro de 2009

University of Nottingham Masterplan


Por Carla Rossitto

O planejamento do campus na Malásia da University Of Nottingham é baseado em dois princípios, que determinam a proposta arquitetônica. A idéia de "cradle of learning" (berço da aprendizagem) é traduzida em um arrajo tridimensional de um eixo central e duas passarelas principais conectando gamas de prédios anexos. Esse arranjo é então interlaçado com áreas verdes contínuas, uma estratégia chamada de "green-fingers" (dedos verdes) - que é o conceito sublinhado desse projeto.

Dessa forma, extensas áreas verdes de convívio são responsáveis por conectar os prédios acadêmicos modulares, que são, por sua vez, desenhados com jardins e átrios centrais. Além de integrar ao conjunto a moradia estudantil, a praça de alimentação com grandes restaurantes e cafés, espaços de entretenimento e lazer, shopping, comércio in-campus, templo e uma grande praça de eventos.


Ficha técnica:
Arquitetos: Hamzah & Yeang
Localização: Malásia
Tema: University of Nottingham Masterplan
Referência: Graundscapers + Subscrapers of Hamzah & Yeang, Ivor Richards

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Academia de Ciências da Califórnia


Katrin Rappl
A idéia era que o projeto abrigasse o usuário sem isolá-lo do entorno. Além disso, Renzo não buscou apenas diminuir o impacto ambiental, mas também deixar expostas as estratégias utilizadas para isso.
A mais visível é a cobertura viva, que além de servir de isolante térmico acolhe 98% da chuva que cai sobre ela. Outra é a iluminação natural através de claraboias instaladas na cobertura e pelos panos de vidro da fachada. Todo o perímetro da cobertura foi sombreado por beirais com células fotovoltaicas que produzem parte da energia do edifício.
A preocupação pelo uso de materiais reciclados começou na demolição dos prédios existentes: 90% dos escombros foram reutilizados e os painéis de isolamento termoacústico foram feitos com o algodão de jeans reciclados.
O edifício é sustentado por quatro volumes fechados, onde estão instaladas as áreas de pesquisa e o depósito do museu. O projeto conta também com uma praça central que se destina a recepção e eventos públicos.

Ficha Técnica
Local: São Francisco, EUA
Arquiteto: Renzo Piano
Ano: 2008
Tema: Sustentabilidade
Fonte: AV Monografia, 119. Maio/Junho, 2006

terça-feira, 22 de setembro de 2009

BMW Factory, Leipzig, Alemanha




Por Elena Furlan

Vencedor do concurso realizado em 2002 para o edifício central da fábrica da BMW em Leipzig. É o conector entre as áreas de produção, estamparia, pintura e linha de montagem. Esse prédio funciona como entrada principal e emblema da fábrica.
Do saguão de entrada podem-se ver as carrocerias que, transportadas de forma visível deslizam em uma esteira no interior do saguão principal, sobre os visitantes e funcionários, essa comunicação, chama a atenção dos convidados e torna a produção automobilística visível e atrativa.
“O prédio é exemplar para o desenvolvimento da construção do nosso tempo. Ele se distingue pela completude da solução e pela inovação”, justificou o júri. É uma arquitetura inovadora que segue seu propósito e seu tema, da industria automobilística. Dessa forma, ela é ponderada de novas combinações de materiais, tecnologia, inovação e criatividade.
referência desse projeto está relacionada com a apresentação estética do projeto, nesse caso, esse prédio central é o cartão de visitas para a Fábrica da Mercedes Benz na Alemanha. Nota-se o cuidado com que Zaha Hadid teve com todas as fachadas do prédio central, a própria implantação em relação aos outros prédios e a via principal, e a entrada da fábrica, ou seja, o caminho do cliente, ou visitante até o interior.

Ficha técnica:

Arquiteta: Zaha Hadid
Localização: Leipzig, Alemanha
Área: 25.000 m2
Tema: Prédio Central da fábrica da Mercedes Benz
Referência: AV Monografias, n115

Mother office , Londres

sábado, 19 de setembro de 2009

Escola em Haabneeme, Estônia


por Carla Rossitto

A solução arquitetônica para essa escola, um conjunto tentacular implantado numá área com densa vegetação, revela uma composição de espaços sujeita às necessidades estritas do programa.
O edifício é constituído de um conjunto de volumes irregulares articulados pelo seu cento. Cada um dos quatro setores possui uma função diferenciada, que permite o acontecimento de atividades distintas de acordo com a faixa etária dos estudantes, sem que uma interfira na outra. Além disso, a escola, que é pública, permite que os vizinhos acessem os espaços coletivos, tais como quadras, piscina, biblioteca e outras atividades do átrio central. Este, de pé-direito triplo, amplo e com iluminação artificial valorizada, configura o principal espaço de relação para os membros da comunidade escolar. Dentro de cada setor, a configuração tortuosa dos corredores de acesso às salas de aula, cria pequenas áreas estáticas para descanso do usuário junto às janelas. Ocorre assim uma hierarquia dos ambientes coletivos e sociáveis, monitorada pela circulação do edifício.


Ficha técnica:

Arquitetos: AET/Eero Endjärv, Illimar Truverk
Localização: Haabneeme, Estônia
Tema: Escola com alunos de pré-primário à colegial.
Referência: Arquitetura Viva, n. 115

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Agência Federal para o Meio Ambiente



Katrin Rappl

Esse projeto se trata da revitalização de uma área do Distrito Industrial do Gás, que um dia foi um importante centro cultural da Alemanha e que acolheu a Bauhaus no período de 1926 a 1932. Esse novo edifício abriga funções públicas como biblioteca, auditório, café e espaços de exposição, além de escritórios para mais de 800 funcionários.
O edifício emprega sistemas construtivos desenvolvidos para proporcionar o melhor desempenho térmico e acústico possível. Um parque foi criado junto a uma das faces da construção e se prolonga para dentro do pátio central que articula todas as alas da Agência.
Um quinto de toda a energia consumida no prédio é proveniente de fontes renováveis e a energia total gasta no aquecimento do edifício chega a ser 40% menor que a legalmente permitida na Alemanha.


Ficha Técnica
Nome: Agência Federal para o Meio Ambiente
Local: Dessau, Alemanha
Arquiteto: Sauerbruch Hutton Architects
Ano: 1998/2005
Tema: Revitalização de Área Urbana
Fonte: Architectural Record, August, 2006.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Qual o papel da arquitetura na sociedade contemporânea?


O papel da arquitetura em uma sociedade é responder a uma demanda de determinada época.
            Se até então a demanda partia do topo de uma hierarquia (raiz), na sociedade contemporânea não existe mais uma hierarquia definidora (rizoma). A partir de então a arquitetura precisa se expressar para uma visão multifacetada.
            O arquiteto, nesse contexto globalizado onde as demandas e usuários estão em fluxo constante, tem a função de proteger e reforçar elos existentes além de prever, controlar e viabilizar a criação de novos elos entre as pessoas e o território. Isto consiste em criar um ambiente global propício para a desterritorialização e reterritorialização..
            Existem demandas que não estão explícitas, as quais precisam ser identificadas e supridas pelo arquiteto para que possam coexistir com aquelas que são atendidas ou, no mínimo, identificadas.
            A sociedade atual tem uma facilidade de misturar conhecimentos, que são trazidos pela facilidade de comunicação e transporte. Não existe uma regra a ser seguida, todas são válidas. O arquiteto contemporâneo tem esta característica de receber influências muito distintas e adequá-las para um contexto, fazendo com que sua obra seja tão globalizada quanto local, sem que seja classificada como certa ou errada; ela não aceita definições. 
Ariadne, Bianca, Carla, Frederico, Maria