quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Casa Walsh


Resenha de: Irene Amira Naput

Resumo do projeto
Em uma lhanura rodeada de montanhas se localiza a casa, com só uma planta de 43 x 4,70 m. A coberta de chapa ondulada a uma água se projeta em voladizo para proteger as janelas da radiação solar, colocadas na parte superior do edifício. Assim, os frentes opostos se abrem ao paisagem com grandes superfícies vidradas.
A casa tem quatro caras diferentes. Para enfrentar os frios ventos do sudoeste utiliza materiais rústicos e paramentos cegos, e nas fachadas que se abrem á paisagem utiliza materiais transparentes. A casa capta a luz solar permitindo ao usuário ajustar a intensidade da luz diurna.
A finca conta com grandes depósitos e um sistema de recuperação da água da coberta. Também possui uma planta de tratamento de resíduos.

Ficha técnica
Arquiteto: Glenn Murcutt
Cliente: Familia Walsh
Emprazamento: Kangaroo Valley, Austrália

Referência
Revista ARQUITECTURA VIVA Número 120
Ano 2008

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Illinois Institute of Technology




Por Elena Furlan

O edifício explora conceitos de ecletismo, de cores e texturas, da descontração, trabalha com o coletivo privado estudantil com o acessibilidade ao público ao mesmo tempo. É o retrato da sociedade da informação, da comunicação e do intercâmbio cultural.

Essa sobreposição de estampas, cores e materiais da arquitetura de Koolhaas.
A implantação do projeto impõem-se à paisagem com sua forma e cria-se no interior, uma amplitude governada pelas lajes horizontais de piso e teto, pela mistura de materiais nobres, pelos vazios criados e espaços contemplados em diferentes níveis com comunicação visual.
É rico na construção de espaços descontraídos e diferenciados, pela possibilidade de multiplicidade de uso dos espaços, e cuidadoso com a presença dos usuários que podem ser aqueles que ocupam o edifício e pelos que simplesmente transitam por ele. O edifício, não só aceita o mundo exterior como uma condicionante, mas toma partido dela e enfatiza como partido arquitetônico, como no momento de adotar a linha férrea como parte do programa.
A concepção interna do edifício se baseia na fragmentação e multifuncionalidade dos espaços. Foi inspirado no principais fluxos dos estudantes que transitavam pelo o terreno vazio, sob a ferrovia. Cada exigência e necessidade do programa assume uma conformação distinta e uma posição isolada na planta do edifício; e ainda cada um destes espaços criados está articulado para criar vizinhanças seja acadêmica, comercial, de lazer, de entretenimento e outros, são como elementos urbanos em miniatura.
“A sala de computadores, um espaço semi-enterrado na amplitude do lounge, é um beco, rampado, guarnecido com bancada e tamboretes, tudo completamente tingido de vermelho. O restaurante, também semi-enterrado no centro da planta, está mergulhado sob um jardim enclausurado que lhe dá luz; até ele se chega por uma escada ou uma rampa que se sobrepõem diagonalmente. Aí um amarelo mais cítrico faz reluzir o mobiliário.”
Utilizando de criatividade para transpassar esses fluxos de pedestres na criação de espaços internos, visando a autonomia de cada peça interna, se refaz a rede de passagens entre os dois lados da ferrovia e ainda se criam ruas, praças e ilhas urbanas ao longo delas, deste modo, o edifício caracteriza-se individualmente como o próprio espaço urbano.

Ficha técnica:
Obra: Illinois Institute of Technology

Arquiteto: Rem Koolhaas / OMA
Arquiteto Local: Holabird & Root
Engenheiro estrutural: Arup
M & E Engenharia: Skidmore, Owings & Merrill
Engenheiro Civil: Terra Engenharia

domingo, 6 de dezembro de 2009

EDIFÍCIO DE OFICINAS SD SONOBE

por Roberta Abe

 
Sonobe é uma cidade da prefeitura de Kioto rica em história. O centro urbano está impregnado de uma atmosfera nostálgica. Apenas 15 minutos o separam de campos e arrozais salpicados de granjas. O projeto encontra-se nos arredores, num lugar onde o entorno urbano funde-se com uma paisagem tipicamente japonesa. O projeto questiona como interpretar a relação entre a borda e o contexto da cidade; como resolver arquitetonicamente uma situação complexa: a coerência entre a natureza intacta e as manchas de erosão urbana. Neste projeto pretendeu-se acentuar a continuidade espacial do edifício e seus arredores dramatizando as relações internas e externas. O edifício consta de três pavimentos, dois deles acima do nível natural do terreno, sendo a maior parte do espaço total ocupada pelas oficinas de 7,3m de pé direito. As fachadas principais são orientadas a norte e sul, com as paredes de vidros correndo paralelas às vias. A sequencia de cenarios reflete a contínua transição do centro da cidade à periferia. O prolongamento dessa sequencia ao interior do edifício garante que esteja posicionado firmamente no contexto urbano e no entorno natural.

Ficha técnica:

Arquiteto
: Waro Kishi

Localização: Funai-Gun, Kioto, Japão

Ano: 1991/1993
Fonte: El Croquis 77 Waro Kishi


MUSEU DAS CRIANÇAS



por Roberta Abe

O edifício está situado entre um lago e as montanhas. Trata-se de um centro cultural e educativo dedicado a incentivar a criatividade e a sensibilidade das crianças. A geometria do museu faz o contraste com a organicidade da vegetação circundante. A estrutura se compõe de um edifício principal, um espaço aberto intermediário e um espaço de oficinas. Há um muro que se estende ao longo do lago, atravessa as montanhas e se incorpora à arquitetura do museu, criando um espaço aberto ao seu redor. Uma pequena praça facilita a comunicação das pessoas com a natureza, de qualquer lugar do edifício. Outra praça e formada ao longo do muro, com 16 colunas de 9m de altura onde os visitantes podem descansar. A oficina um edifício de dois pavimentos, pode ser utilizada livremente pelas crianças.O terraço no segundo andar serve como oficina externa e observatório e pode ser acessado por uma rampa. Bienalmente acontece uma competição de escultura das crianças, e algumas são escolhidas para ficar no local. Conforme os concursos acontecem, a arquitetura ganha conteúdo e continuidade no tempo.
Ficha técnica:
Arquiteto: Tadao Ando
Localização: Himeji, Hyogo, Japão
Ano: 1987- 89
Tema: Museu
Fonte: Revista El Croquis edição conjunta 44+58 Tadao Ando


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Escola de desenho Zollverein


Resenha de: Irene Amira Naput

Resumo do projeto
O projeto se localiza entre uma histórica fabrica (registrada pela UNESCO como patrimônio da humanidade) e uma zona residencial em crescimento.
O edifício é um cubo de 35 m de lado que estabelece um intenso contraste com a textura mais delicada da área residencial, em relação com a escala dos edifícios industriais vizinhos.
A fachada de concreto constitui a estrutura principal, perfurada por uma serie de aperturas quadradas que permitem as vistas ao exterior e o ingresso moderado da luz natural. O edifício pretende ser transparente.
As diferentes alturas da coberta, os vãos estruturais e a livre circulação aportam a flexibilidade e a variedade de itinerários dentro do edifício, e são um reflexo do espírito dinâmico da escola.


Ficha técnica
Arquiteto: SANAA – Kasuyo Sejima + Ryve Nishizawa
Emprazamento: Alemanha
Ano projeto: 2003-2006


Referência
Revista EL CROQUIS Número 139
Ano 2008

Ajuntamento de Yusuhara


Resenha de: Irene Amira Naput

Resumo do projeto
A cidade, de só 5000 habitantes, é conhecida por seu núcleo urbano construído com madeira de “sugi” ou “cedro japonês”, a árvore nacional. O ajuntamento foi projetado com o propósito de mostrar as propriedades do material, usado tanto nos revestimentos como na estrutura do edifício.
O volume tem duas plantas e um nível subsolo. As funções públicas se localizam na Planta Baixa, e a praça no frente confere representatividade ao edifício.
Considerando as condições climáticas, com 13º de média, se constrói um grande átrio, preparado para prolongar se até a rua, unificando as praças (interior e exterior) planejadas com a possibilidade de acontecimentos de espetáculos tradicionais.
A fachada se projeta como um pixelado que matiza a luz, realizado com madeira e vidro.

Ficha técnica
Arquiteto: Kengo Kuma
Emprazamento: Yusuhara, Koshi, Japão
Estrutura: K. Nakata
Instalações: Nikken Sekkei

Referência
Revista ARQUITECTURA VIVA Número 120
Ano 2008

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

8a BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO


Exposição da França

por Bianca Forti, Irene Naput e Roberta Abe














O espaço de exposição dos projetos franceses está bem montado e interativo. É composto por um grande painel com uma composição de frases e fotos de projetos construídos, conceituando a atual arquitetura francesa (diversidade social, novas atitudes, mudança de situação, contexto, novos usos, novos espaços etc.); televisores mostrando os projetos não construídos e as respectivas maquetes. O público pode interagir com as maquetes, girando-as conforme a vista desejada. 

 












Destacamos o projeto de uma escola de tetos verdes em Revin, França (Off Architecture em associação com Duncan Lewis Scape Architecture e Jeans Giacinto). Trata-se de um edifício terraceado coberto por teto verde, acompanhando a inclinação do terreno e praticamente sumindo na paisagem, com suas formas orgânicas e curvas. Cada nível terraceado corresponde a um andar. Possui grandes aberturas elevadas para captar a luz natural. A cobertura é levemente ondulada, parecendo mais natural. O interior do edifício possui amplos espaços de circulação e convívio, conseqüência dos diversos níveis. No nível mais baixo do terreno encontram-se as quadras e espaços esportivos ao ar livre. 
















O projeto havia sido utilizado pelo grupo como referência para o desenho de uma praça que termina em um clube e também para o projeto dos edifícios de hotel e de apoio ao clube; qual foi nossa surpresa ao vê-lo exposto na bienal.