quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Campus de Ciência - Almaty, Casaquistão


Por Bianca M. Forti

   O campus de ciência de Almaty conta com uma estrutura modular que incorporando residencial, programas acadêmicos, espaços públicos e de trabalho em uma paisagem rural. A sua localização isolada apresenta como desafio a criação de um plano diretor que tira proveito de seu entorno paisagístico e ao mesmo tempo é capaz de superar o seu afastamento. 
   Esse novo campus terá que criar uma vida urbana quase do zero. Normalmente o objetivo de um campus é se ajustar a cidade, mas nesse caso, sua principal obrigação é recriar em suas terras todos os ingredientes da cidade.
   O programa do projeto pode ser dividido em quatro categorias principais, a residencial, o acadêmico, o público e o de trabalho. Embora elas sejam independentes, existe uma certa sobreposição entre as diferentes categorias, os dormitórios se deslocam entre os residenciais e acadêmicos, a área pública serve as outras três. Levando em conta as características individuais de cada programa e as relações específicas entre eles, o programa foi organizado em três entidades diferentes, cada uma representa uma possível solução que acomode as necessidades relacionadas ao programa, respondendo às especificidades do local e topografia. O programa não é definido para cada prédio, ele é baseado em um sistema que promove a interação e permite máxima flexibilidade, possibilitando múltiplos arranjos.   O projeto possui um sistema de circulação interna, suspenso no ar, permitindo uma máxima interação e sinergia entre as disciplinas e departamentos, e, ao mesmo tempo, atenua a paisagem da circulação e das funções no piso térreo, permitindo que a paisagem flua livremente.
   Como estratégia para traduzir os elementos do programa em forma de arquitetura, e ainda permitir a flexibilidade e possibilidades de design, um espectro de formas que coordenam com a gama de programas foi utilizada.
   Com elas sendo agregadas, o sistema modular cria uma cidade horizontal elevada para a universidade, criando um contraponto entre a racionalidade da sua organização e o fluxo natural da topografia do local. 


Ficha técnica:

Arquiteto: OMA
Cliente: Kazakh Institute of Oil and Gas
Localização: Almaty, Casaquistão
Projeto: 2007
Tema: Campus
Referência: AV 2006, ed. 115, p. 60-65

New Headquarters of Gas Natural



Por Flávia Elisa

NOVA SEDE DE GÁS NATURAL
The National Gas Company decidiu, em 1999, construir um edifício representativo no mesmo local onde iniciou suas atividades com mais de 100 anos antes. O sitio é uma peça muito complexa de Barcelona, posicionado entre a via rápida, a estrada de ferro e as diferentes grades da cidade de la Barceloneta, o Parque Olímpico e a cidade velha, na linha do Arco do Triunfo para o mar, através do parque Ciutadella. O edifício toma forma a partir de diferentes linhas de força da cidade. É um "conglomerado", uma massa complexa, que brinca com as diferentes escalas da cidade em torno dele.

Sua torre slim é proporcionalmente comparável com as Torres Olimpicas próximas, de menor altura . A sobressair 35 metros como uma torre horizontal, indica a entrada, o alinhamento com os edifícios de la Barceloneta. A cidade está totalmente integrada com o edifício, e uma rua pública é a entrada principal. Vidro e espelho refletores ajudam a misturar visualmente a paisagem envolvente e o céu.
O volume edificável, o carácter singular deste novo edifício, sua relação com a periferia urbana faz com que o novo edifício de escritórios de Gás Natural pertença à família dos edifícios contemporâneos que começaram a aparecer no horizonte da cidade. No entanto, isto não significa que o novo edifício não tem um claro desejo de tornar-se compatível com o ambiente urbano, a pequena escala do bairro de la Barceloneta, as casas vizinhas e do parque.
Ficha Técnica
Arquiteto:
Miralles Tagliabue EMBT.
Localização:
Barcelona, Espanha.
Tema:
New Headquarters of Gas Natural
Referência:
Architectural record, Ed. 195 p. 161-167.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Concurso para o novo Complexo Cultural Municipal de Vic

Por Flávia Elisa


  O sítio está localizado na fronteira entre a cidade consolidada e área destinada ao desenvolvimento urbano futuro. A transição de um tecido para outro é presa por uma faixa de terra ao longo do rio Meder. A fronteira norte onde fica a cidade consolidada, é composta de pátios que compõem as fachadas traseiras do edifício. Entre eles estão Can Serratosa - atual escola de música de Vic e que abrigara espaços da nova escola de música- nela existe um passo lateral que permite o acesso direto da rua para o prédio, que é importante no desenvolvimento da proposta. A fronteira sul, em contraste, é apenas uma linha de propriedade, sem consistência real, que deve ser dissolvida para dar continuidade a solução solar construída com o verde não definido pela margem do rio.
  O programa é constituído principalmente de duas partes muito diferentes: o Teatro e Sala Multiuso e a Escola de Música. O teatro e a sala multiuso são peças de grande escala, que não necessitam de luz natural. A Escola, pelo contrário, é a agregação de pequenas unidades de repetição que necessitam de ventilação e luz natural. No caso do teatro foi destacada a inevitável altura do palco, que, em volume, é uma referência visual do conjunto, em relação à cidade e arredores.

Ficha Técnica
Arquiteto: Josep Llinàs Carmona, Josep Llobet, Pedro Ayesta i Laia Vives.
Localização: Barcelona, Espanha.
Tema: Complexo Cultural Municipal de Vic
Referência: El Croqui, Ed. 128 p. 216-223.
Área: 9.119 m2

School of Art and Art History, University of Iowa



Por Flávia Elisa


A escola de arte e história de Iowa é um edifício com personalidade, expressa em planos de vidro e aço vermelho escuro. O edifício está situado no cruzamento das duas vias ortogonais do campus, em um lugar onde a grade é interrompida por uma paisagem natural na forma de uma pequena lagoa e um bloco de calcário. O edifício negocia com êxito essa condição de implantação; ele acomoda em menor escala um bloco longo e estreito que contém as salas voltadas para o norte, enquanto os estúdios, biblioteca e espaços sociais são mais livremente organizados em resposta específica à água e à topografia do lado sul.
O prédio abraça o lago definindo um novo caminho que passa ao longo da borda da água, e em um outro ponto cria um píer de frente para o lago. Esse engajamento com as condições e elementos é um dos aspectos mais interessantes do projeto.  O longo espaço destinado à biblioteca paira sobre o lago no primeiro andar. Seu reflexo traz o espaço da biblioteca para baixo, no nível do chão, fazendo com que ele faça parte da experiência interior/ exterior. O caminho e a ponte permitem aos transeuntes experimentar as formas interiores e exteriores dos espaços sem precisar entrar neles.
Uma sensação de abertura, e exibição está presente em todo o edifício. No interior, a escada principal oferece vistas para a biblioteca e espaços de leitura ao se deslocar até os estúdios. Paredes de vidro entre os espaços oferecem vistas para o trabalho. Os estúdios flexíveis podem abrir para terraços em boas condições de tempo. Os reflexos do lago trazem o sentido da paisagem para o interior. Princípios pré-fabricados em aço de construção, o tipo mais econômico de construção nos EUA, são empregados em toda a estrutura. O aço é expresso internamente e externamente, criando um personagem e uma atmosfera adequada para uma faculdade de arte.


Ficha Técnica
Arquiteto:
Stephen Holl Architects.
Localização:
Iowa City, EUA.
Tema:
School of Art and Art History, University of Iowa
Referência:
Architectural record, Ed. 195 p. 93-99.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ING Headoffice




de Mariana Boschini

Em meio a edificações históricas, o edifício traz o nova a um país de forte passado socialista. A fachada mostra fitas de aço inox que atravessam todo o edifício, e conversam com os dois edifícios vizinhos, um residencial modernista à esquerda, e uma vila do séc.XIX à direita. Os andares de planta livre de escritórios facilitam o rearranjo das divisões dos interiores. Apesar de as paredes serem irregulares, os fechamentos foram feitos com placas de granito e vidro pré-fabricados, o que exigiu grande rigor no cálculo e na execução da obra.

No interior, os pavimentos são conectados pelo átrio semitransparente e levemente inclinado na entrada, dando uma continuidade dinâmica da dinâmica do exterior para dentro do edifício, suavizando a racionalidade dos interiores.


arquitetos: EEA Architects
conceito gráfico: DPI Design
estrutura: MTM Structural Engeneering Office
local: Budapeste, Hungria
data: 1999/2004
área construída: 41mil m2

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Centro Comercial Meydan Umraniye - Istambul, Turquia


Por Bianca M. Forti
    

          Um dos objectivos desse Centro Comercial é representar um verdadeiro centro para o desenvolvimento de uma das áreas de maior crescimento, em Istambul.
        Através de sua geometria e estratégias de circulação, o edifício busca se antecipar a integração com o contexto urbano que é denso, formulando um protótipo que é o oposto da "caixa fechada fora do contexto" que ocorre muito em projetos dessa dimensão em periferias.
        Neste caso, o novo complexo Meydan, que é uma palavra de origem turca que significa "um lugar de encontro do público", surgiu como um verdadeiro centro para o futuro tecido urbano da cidade, que serão integrados por meio de estratégias de design, ao contrário das lojas de departamento típico.
        A área total do projeto, cujo orçamento foi da ordem dos 34 milhões de euros, são 55.000 metros quadrados. Emergiu como um novo centro urbano para a cidade em desenvolvimento, o complexo está organizado em torno de uma praça central e é moldada como uma paisagem vegetal e cerâmica.
        Todo o telhado é coberto por uma capa vegetal assegurando um tratamento contínuo e uniforme criando uma ligação permanente com a topografia circundante em diferentes pontos. Como expressão do projeto foi pedido continuidade volumétrica máxima entre topografia artificial e natural, de modo a evitar que a contrução fosse um bloco repousando sobre uma plataforma de estacionamento de asfalto.

        O conjunto da cobertura forma uma superfície quebrada e às vezes contínua, que apresenta os diferentes volumes construídos como uma extensão da topografia existente e une o novo centro de consumo com o tecido urbano que o envolve, permitindo assim o facil acesso de pedestres.


Ficha técnica:
Arquiteto: FOA/ Alejandro Zaera, Farshid Moussavi 
Localização: Umraniye, Istambul, Turquia
Período: 2004-2007
Tema: Centro Comercial
Área: 55.000 m2
Referência: AV 2007, ed. 126, p. 64-67
Foto: Cristobal Palma

Departamento de Serviços de Saúde da Califórnia (CDHS)



por Maria A. R. de Lima

   Localizado entre uma via expressa e uma via férrea, o programa do CDHS previa escritórios, espaços abertos de trabalho, café, biblioteca, salas de reunião e treinamento. Um dos problemas de grandes edifícios de pesquisa científica é a falta de contato entre pesquisadores.
  Os aparentemente monótonos paralelepípedos de concreto surpreendem quem os adentra: um pátio é criado com o encontro das fachadas, com escritórios fora de ambientes fechados. O átrio central abriga áreas de convívio, o café e uma escada.
   O edíficio conseguiu um conceito equivalente ao LEED de prata, devido ao grande aproveitamento da luz natural e proteção da insolação com um sistema simples e barato: brises horizontais. Além disso, a maioria dos funcionários opta pela escada bem localizada em detrimento ao elevador.

Arquiteto: Studio Architecture
Local: Richmond, EUA
Ano: 2005
Tema: escritórios
Fonte: Architectural Record, nº195, 2007