terça-feira, 13 de outubro de 2009
Concurso Hacemos Ciudad, Madrid
de Mariana Boschini
Neste projeto, a quadra residencial remete à manzana espanhola, com térreo totalmente permeável, que abriga lojas, serviços, espaços educacionais e jardins públicos. Dentro da quadra, parques, quadras de esportes e jardins internos são protegidos pelas construções periféricas do primeiro, segundo e terceiro pavimentos.
As grandes circulações se repetem em todos os pavimentos, facilitando a comunicação entre todas as torres da quadra, e as grandes aberturas no segundo e terceiro pavimentos aumentam a sensação de leveza desta manzana de baixa densidade. Estas grandes circulações são na verdade galerias, que funcionam como transição dos espaços públicos para os mais privados dentro da quadra.
Além disso, as fachadas de maior insolação recebem tratamento ecológico com brise-soleil verde, pois a conservação de energias foi um fator muito estudado pelo escritório, que recebeu o primeiro prêmio do concurso.
Arquiteto: Escritório Ayala Arquitectos
Ano: 2006 - 1° lugar concurso
Local: Bairro de San Isidro, Navalcarnero. Madrid
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Nova Residencia do Embaçador Suíço
Por Irene Naput
Resumo do projeto
A casa esta destinada não só a residência do diplomático senão também como lugar de encontro cultural com capacidade de projetar a imagem do país.
Situada numa colina e com vistas através das árvores do monumento a Washington, o ponto da partida conceitual foi uma linha diagonal de espaços superpuestos que terminam num pátio cruciforme.
Os materiais são hormigon combinado com pizarra local e vidro. Construída em função das leis mínimas energéticas suíças, as fachadas com orientação sul captam energia solar passiva.
A coberta verde combina a plantação de um gênero de plantas muito resistente a seca com panelas de PVC.
A paisagem natural existente se reordena e a casa se levanta num plano que funciona como praça de chegada, com instalações de instalado subterrâneas.
Ficha técnica
Arquiteto: Steven Hall
Emprazamento: Washington, EEUU
Ano projeto: 2001-2006
Referência
Revista EL CROQUIS Número 141
Ano 2008
Biblioteca Municipal em Viana do Castelo
Por Irene Naput
Resumo do projeto
Esta constituída por um volume elevado de 45 x 45 metros, com um vazio central de 20 x 20 metros, complementada com um volumem de so uma planta com forma de L e um conjunto de muros que delimitam os jardins da margem do rio. O acesso publico ao vestíbulo da biblioteca se realiza a traves do espaço definido por o volume elevado e pela apertura central, quedando o térreo elevado 65 cm respeito à cota do terreno. Logra uma visibilidade sobre o rio ortogonalidade na planta e alçado, e predomínio de aperturas horizontais com lucernarios, proteção solar e orientação apropriada.
Os materiais que utiliza são hormigon visto e revestimento parcial de pedra.
Ficha técnica
Arquiteto: Alvaro Siza
País: Portugal
Ano projeto: 2001-2007
Referência
Revista EL CROQUIS Número 140
Ano 2008
Tenerife Espaço das Artes
Por Maria A. R. Lima
O edifício é composto por elementos diagonais em planta e alguns inclinados que incluem uma rampa, de modo que o espaço público penetra no edifício e conflui em um pátio. O conceito dos arquitetos era criar um local onde diferentes espaços e atividades se misturariam. Os edifícios e entradas que formam o espaço cultural aparecem assim entrelaçados e conectados, sem perder sua singularidade no conjunto. As construções e os níveis relacionam-se com os planos e linhas da paisagem no qual estão situados.Sua fachada possui 1200 aberturas envidraçadas de 720 medidas diferentes, proporcionando dinamismo e uma iluminação natural especial.
O intuito das rampas é que os cidadãos utilizem não somente quando visitam o centro, mas também no dia-a-dia para atingir o outro lado do terreno, criando um contexto de paisagem social, conectando a obra com a cidade.
Local: Santa Cruz de Tenerife, Espanha
Ano: 2008
Tema: centro cultural
Fonte: Arquitectura Viva, nº123,XI-XXII, 2008
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Concurso Nacional para o Centro de Informações do Comperj – 3º Lugar
de Mariana Boschini
O conceito e o partido adotado determinaram três referências básicas determinantes: a cultural, que faz alusão à proteção, abrigo, valorização do bem tombado vizinho e continuidade da topografia e vegetação, institucional, que minimiza os custos e o consumo de energia, facilitando a manutenção e a durabilidade, e a tecnológica, que evidencia a base petroquímica e a exploração de hidrocarbonetos através representação do modelo estrutural molecular na estrutura do edifício.
A ampla laje jardim arqueada permite o domínio visual do visitante, diluindo a construção na paisagem circundante, e além disso, mostra a clareza e o domínio dos percursos. O centro propõe a setorização e integração entre os níveis de atendimento através de estruturas flexíveis e abertas, que valorizam as áreas comuns sem perder a individualidade das atividades.
São definidas duas entradas para o edifício de forma independente: entrada principal usual para pedestres; entrada de serviço para colaboradores e veículos internos, assim como estacionamentos externos para automóveis e veículos coletivos, e internos com área para carga e descarga de serviços.
O escritório levou em consideração ainda, soluções e técnicas regionais, a maioria industrializada de boa qualidade e durabilidade, com facilidade de manutenção e conservação.
Arquiteto: Eduardo Suzuki
Local: Itaboraí – Rio de Janeiro
Ano: 2008
Área edificio: 3489,47 m²
Concurso Nacional para o Centro de Informações do Comperj – 2º Lugar
de Mariana Boschini
O conceito do projeto é criar dois gestos arquiteturais distintos porém complementares. O primeiro é o prédio principal linear, que segue uma modulação que pode ser expansível, e o outro é a delimitação de uma quadra de 100 x 100 metros através de um muro (que segue o mesmo alinhamento que as ruínas do convento São Boaventura no terreno vizinho) que envolve parcialmente a edificação.
Ao ingressar na grande quadra, o usuário vê a Praça Cívica, localizada em posição central e estratégica, permitindo acesso direto aos principais setores que compõem o edifício; salão e museu, biblioteca, foyer e auditórios, salas de reunião, administração, espaço do Memorial e museu a céu aberto.
O sistema construtivo, é estabelecido a partir de um módulo básico de 62,5cm, adequado ao emprego de componentes construtivos de piso, parede e teto, e que gera um multi-módulo de 5x5m.
O emprego de materiais regionais, principalmente o uso de cerâmica vermelha fabricada pelas indústrias do pólo-cerâmico de Itaboraí, reflete a sustentabilidade econômica, social e até mesmo cultural do projeto.
Arquiteto: Otávio Leonídio e João Pedro Backheuser
Local: Itaboraí – Rio de Janeiro
Ano: 2008 – em andamento
Concurso Nacional para o Centro de Informações do Comperj – 1º Lugar
de Mariana Boschini
A construção está implantada na borda do terreno, numa área bem plana, e na mesma cota que a as ruínas de um convento vizinho. O prédio principal é alongado e tem uma passarela ligeiramente elevada que sai dele e leva o usuário ao estacionamento densamente arborizado, com vista privilegiada da praça criada na frente do prédio.
Logo na entrada do edifício fica o grande salão que funcionará como ponto de encontro e distribuição dos principais fluxos internos, além de propiciar a vista das ruínas.
À esquerda do salão ficará toda a área administrativa do centro, e à direita o museu e a biblioteca, ambos com pé direito elevado. Observando o corte do edifício percebemos que a volumetria, além de ser simples e coesa, adapta-se perfeitamente tanto ao terreno quanto ao entorno, criando um contraste interessante com a arquitetura do prédio antigo vizinho.
Segundo o memorial descritivo do projeto, o conceito envolve a adoção de um sistema construtivo claro e racional, e que garantissem o bom desempenho bioclimático e a sustentabilidade do edifício.
Arquiteto: escritório Andrade e Morettin Arquitetos
Local: Itaboraí – Rio de Janeiro
Ano: 2008 – em andamento
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