Por Rafael Otake Yamashita
O projeto orçado em $217 milhões CAD, aumenta o projeto original em 20%, resultando em 54162.472 m², possibilitando dobrar a quantidade de acervo.
Inaugurado em 1900, o museu passou por 6 expansões, sendo a de Gehry a sétima, cuja principal alteração é substituir a fachada em alvenaria por uma lâmina de vidro. Expandiu verticalmente o museu, acrescentando um bloco de titânio e vidro em balanço anexado ao prédio. Na nave principal do edifício uma escada caracol de madeira liga os andares, criando uma bela cena dramática.
Gehry acredita que a arquitetura aplicada a museus ajudam a substanciar a escala da cidade num contexto global, a exemplo do Museu de Libeskind também locado na cidade.
Ficha Técnica
Nome: Art Gallery of Ontário (AGO)
Arquiteto: Frank Gehry
Local: Toronto, Canadá
Ano: 2008
Tema: Expansão do museu
Fonte: Architectural Record, The McGraw-Hill Companies, Nova Iorque, Agosto 2009, pg. 66-70.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Arquitetura - Objeto ou Fenômeno?
Por Elena Furlan, Lara Santos, Mariana Boschini, Guilherme Motta, Nathaje costa.
A arquitetura é um meio de expressão artística que está intrinsicamente ligada ao seu uso pelo homem e a sua relação e inserção no entorno. Desse modo ela possui um carater dinâmico que é capaz de mudar e ser mudado pelos seus usuários e por seu meio, tendo sempre função mesmo ela não sendo a sua original. Os quase opostos ou quase paralelos "objeto" e "fenômeno" são recorrentes à arquitetura, porém o segundo revela mais completamente o significado da arquitetura em sua plenitude.
O homem é um elemento fundamental para diferir a arquitetura em objeto ou fenômeno. A arquitetura deve ser pensada para o homem, seja para ele habitar, interagir, reagir a ela. A contemplação neste caso é parte das sensações causadas neste homem, mas diferentemente do objeto não é a única sensação causada nele.
Ao mesmo tempo a arquitetura se relaciona com o tempo passado e futuro. Portanto uma obra considerada atualmente como fenômeno pode se tornar um objeto de contemplação no futuro. A informação é o que pode diferenciar o modo como o observador vê a obra arquitetônica. Sabendo a sua história, o movimento a que pertenceu, o pensamento teórico por trás do objeto, este é visto como um fenômeno, e entendido como tal.
A arquitetura é um meio de expressão artística que está intrinsicamente ligada ao seu uso pelo homem e a sua relação e inserção no entorno. Desse modo ela possui um carater dinâmico que é capaz de mudar e ser mudado pelos seus usuários e por seu meio, tendo sempre função mesmo ela não sendo a sua original. Os quase opostos ou quase paralelos "objeto" e "fenômeno" são recorrentes à arquitetura, porém o segundo revela mais completamente o significado da arquitetura em sua plenitude.
O homem é um elemento fundamental para diferir a arquitetura em objeto ou fenômeno. A arquitetura deve ser pensada para o homem, seja para ele habitar, interagir, reagir a ela. A contemplação neste caso é parte das sensações causadas neste homem, mas diferentemente do objeto não é a única sensação causada nele.
Ao mesmo tempo a arquitetura se relaciona com o tempo passado e futuro. Portanto uma obra considerada atualmente como fenômeno pode se tornar um objeto de contemplação no futuro. A informação é o que pode diferenciar o modo como o observador vê a obra arquitetônica. Sabendo a sua história, o movimento a que pertenceu, o pensamento teórico por trás do objeto, este é visto como um fenômeno, e entendido como tal.
Banco Popular em Madri
Por Mariana Boschini
O volume proposto pelo escritório para a nova sede do Banco Popular de Madri contrasta a singularidade de cada bloco de escritórios com a unidade do conjunto todo, numa justaposição escalonada destes, evitando assim o sombreamento de uns pelos outros. Esta disposição permite a divisão em diferentes áreas, que podem ser moduladas permitindo flexibilidade nos usos. Os pátios são colocados alternadamente, de modo que cada um é reconhecível pelos utilizadores do seu bloco, o que evita a confusão habitual em tais edifícios. O caráter informal das atividades que ocorrem nestes pátios é reforçado pela presença de luz natural e da vegetação.
A orientação dos escritórios é obrigatoriamente norte-sul, e os escritórios têm planta livre, o que além de gerar economia, incentiva a comunicação e interação como condição básica do trabalho em grupo. Para pequenas reuniões e intervalos, são utilizados os pátios. A segunda pele do edifício é formada por um conjunto de refletores cilíndricos de cerâmica, que permitem uma insolação controlada e refletem cores com aspecto aveludado.
Existem ainda “espinhos” que atravessam os blocos verticalmente, fazem a distribuição da circulação pelos blocos através de escadas e passarelas, sempre priorizando o encontro e as relações pessoais.
Autores: estúdio Ayala (Gerardo, Mateo e Marcos Ayala)
Projeto: Nova sede do Banco Popular em Madri
Estrutura: MC2 Júlio Martínez Calzón e Miguel Gómez Navarro
Instalações: Aguilera Ingenieros
Paisagismo: Antônio Cantero e Maria Iza
Iluminação: Arkilum, Ignacio Valero
Área: 52.000m2
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Shure Technology Center
Por Guilherme Motta
Projeto: Centro de Tecnologia Shure
Arquiteto: Krueck & Sexton Architectss
Local: Niles, Illinois, EUA
Área: 8575m²
Fonte: Architectural Record Magazine, ano 2005, nº 06, págs. 106-11
O projeto para um novo centro de tecnologia para a empresa Shure do ramo de aparelhos eletrônicos sonoros envolveu a escolha de um terreno onde o edifício pudesse ser apreciado devidamente, expondo assim a empresa. Foi escolhido um terreno onde já existia um edifício famoso, o centro administrativo da HALO, projetado por pelo escritório Murphy/Jahn. O cliente queria que fosse respeitado o edifício antigo e assim o novo projeto uniu os 2 edifícios conseguindo fazê-los ser uma única coisa mas deixando possível de se discernir o que é antigo e novo.
O edifício se desenvolve em volumes ortogonais em diferentes profundidades, como um quadro mondriânico em 3D. Esses volumes bem marcados estão também ligados as suas funções internas. As grandes áreas envidraçadas abrigam o lobby, as áreas de convivência, as áreas de circulação as áreas de trabalho comum que pedem por bastante luz. Já nos laboratórios encontramos vidros esbranquiçados ou empenas cegas, dependendo do uso.
Vanke Center
Por Mônica Bovi.
Localizado na China, o Center Vanke é um complexo multifuncional que reúne escritórios, pequenos apartamentos e hotel. Sua integração com o ambiente ocorre através da vista contínua por todo o perímetro do prédio. Sua forma em lâminas multidirecionais e seu revestimento externo transparente permitem a visualização das montanhas, do lago e do mar que se localizam ao seu redor. Além disso, o prédio é construído em blocos suspensos, o que permite a livre circulação de pedestres através de seus vão livres, além de proporcionar-lhes sombra, fazendo com que seja agradável caminhar por ali.
A proposta de Steven Holl destaca-se, pois opõe-se totalmente à forma dos arranha-céus (característica do local de implantação): ela é baixa e espalhada em vez de concentrada e alta. Sua volumetria laminar ramificada e horizontal vai além de apenas exibir o programa arquitetônico através da forma, e acaba constituindo mais um elemento da paisagem.
Ficha Técnica
Nome: Vanke Center
Arquiteto: Steven Holl
Local: Shenzhen, China
Ano: 2006
Tema: Edifício Multifuncional
Fonte: Revista El Croquis. Steven Holl Architects, 141. 2008.
Estação e escritórios sede da Euskotren, Durango
Por Carla Nadal Rossitto
Nesse projeto, Eduardo Arroyo possui um extenso programa com atividades diversas, tais como um conjunto de escritórios que sediariam a Euskotren, empresa de tráfego ferroviário, uma estação de trem central para a cidade de Durango, um shopping e um parque. Com todos esses elementos, o arquiteto propõe-se a responder à questão de como seria a organização de uma cidade capaz de influenciar e ainda controlar as percepções epaciais e temporais de quem a transita. A resposta é a descoberta de uma complexa geometria urbana, intimamente ligada ao seu entorno e aos diferentes usos e fluxos do local. Uma geometria que aparece numa congruência da contemplação dinâmica de quem está nos trens em movimento, dos que estão no shopping, nos escritórios da Euskotren e nos pedestres do parque.
Dessa forma, Arroyo cria uma arquitetura denominada de "landscape frame stills", uma analogia à uma sequencia de fotos que monta um filme, ou seja, analisando a arquitetura por um único intervalo de completa visualisação (a contemplação de um mesmo objeto por diferentes perspectivas), constroe-se a relação entre o espaço e o tempo, formando uma ordem de sensaçõs que introduzem uma especificidade no espaço vazio a partir de cada ponto de vista.
Esse projeto é interessante pela forma com que dialoga os diferentes usos de um mesmo espaço urbano: uma ordem geométrica generativa de formas tridimensionais que permitem um mecanismo de relação entre o espaço e o tempo de uma nova cidade a ser continuamente descoberta. Além disso, especifica uma organização espacial de usos, orientando o programa de usos público em direção ao parque e à praça, e o programa de uso privado em elevação nos escritórios.
Ficha técnica:
Arquitetos: Eduardo Arroyo/no.mad arquitectos, SL; Cristina Fidalgo, Francesco Monaco, Enrique Moya-Angeler, Javier Tamer Elshiekh
Localização: Durango, Vizcaya, Espanha
Projeto: 2004
Tema: Uso misto - Conjunto de escritórios sede, estação ferroviária central, parque, shopping.
Referência: 2G n. 41
Chiswick Park
Por: Lara Branco
Localizado a apenas 5 milhas do centro de Londres, o complexo de escritórios Chiswick Park foi concebido com a proposta de criar um ambiente de trabalho produtivo, agradável , dinâmico e estimulante. Consiste em 12 prédios arranjados em “colar” voltados para um grande jardim com lago, deck, cascata e espaços arborizados temáticos para melhorar a experiência de trabalho no local. Os blocos, de 4 andares cada possuem planta livre e fachadas envidraçadas. O seu núcleo abriga a circulação vertical e sanitários.
Abrigando uma variedade de empresas que vão de tecnologia a linhas aéreas, o complexo oferece também serviços para seus funcionários, como quiosque de café, academia, restaurantes, entre outros. Os espaços de trabalho priorizam a iluminação natural com grandes janelas que são protegidas dos raios solares diretos por brises, que se ajustam de acordo com a posição do sol, reduzindo o uso de condicionadores de ar.
Além disso o complexo também possui sistemas de coleta da água da chuva, iluminação artificial com sensores de presença, materiais de construção reciclados, painéis solares para o aquecimento de água, monitoramento do consumo de energia para detectar possíveis anomalias, programa de reciclagem entre outras medidas com intuito de diminuição da pegada ecológica.
Ficha técnica
Arquiteto: Rogers, Stirk, Harbour + Partners
Paisagista: West 8
Local: Londres, Inglaterra
Tema: Escritórios
Data: 2000
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