quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vila tecnológica celta em Lalín


por Roberta Abe

A relação entre as formas circulares das moradias e espaços públicos celta-ibéricos com as estruturas agrárias próximas foi feita de acordo com um processo de “semeadura”. Insere-se o coletivo através do reconhecimento de um espaço comum, que se espalha de diversos modos, como na natureza. Sua estrutura interna ocorre como a repetição de sementes no interior de frutos circulares. Esse conjunto de círculos explora as relações entre os perímetros e as atividades que os contém e assemelha-se à geometria de relógios ou de motores. São ainda envoltos por uma grossa pele que os separa do exterior.

O crescimento desse sistema relaciona-se ao movimento ininterrupto entre passado, presente e futuro; nessa constante construção, a probabilidade aparece como única forma possível de certeza. A estrutura antimonumental, na qual as formas mudam de acordo com as referências pessoais, produz a identidade coletiva. Dispersa, transparente, difusa, a estrutura multiplica-se intensifica-se, diversifica-se, desfazendo hierarquias.


Ficha técnica:
Arquitetos: Mansilla+Tuñón Arquitectos
Localização: Pontevedra, Espanha.
Ano: 2004
Tema: Vila tecnológica
Fonte: Revista El Croquis n° 136/137- Work Systems II

Kanagawa Institute of Technology (KAIT) Workshop

Foto: Iwan Baan
Por Rafael Otake Yamashita.


 O projeto faz parte de uma reformulação do centro, que terão seus prédios de 40 anos refeitos um a um. O prédio em forma prismática, possui entradas por todos os lados, sendo a principal a mais próxima ao portão do campus. O estúdio é aberto a todos os estudantes do instituto. As fachadas recobertas de vidros e as aberturas no forro permitem a passagem de luz natural durante o dia e o uso de lâmpadas durante a noite. O espaço único, sem paredes, permite um arranjo interno amplo.

A intenção do arquiteto era criar um ambiente que não tivesse regras muito claras quanto ao seu uso. A diagramação dos pilares não segue uma grade quadrangular. Foram realizados mais de 1000 estudos sobre as variáveis do prédio. 305 colunas em 290 variações estruturam o prédio que exercem diferentes funções de carregamento. A cobertura de aço foi submetida a simulações de carregamento de neve para provar sua resistência. As paredes de vidro não possuem aberturas, salvo as portas, foi criado um sistema de ventilação que capta ar fresco pela cobertura e é exaustado para saídas nos pisos. O arquiteto selecionou diversas espécies de árvores e arbustos para que a sensação de conforto fosse ampliada.

Ficha Técnica

Nome: Kanagawa Institute of Technology (KAIT) Workshop
Arquiteto: Junya Ishigami
Local: Atsugi, Japão
Ano: 2008
Tema: Expansão do estúdio de instituto tecnológico
Fonte: Architectural Record, The McGraw-Hill Companies, Nova Iorque, Novembro 2008, pg. 124-129.



Museu de Young





Por Stefanie Kazitoris

O museu de Young foi projetado visando a variedade de culturas que estão envolvidas na criação de um edifício desse tipo. A arquitetura pretende transmitir a diversidade de diferentes culturas, expressar o caráter distintivo de cada cultura, porém pretende ao mesmo tempo ser um local de coincidência, onde a diversidade se encontra e se cruza.



O edifício abriga todas as obras em uma mesma cobertura, em um contexto inter-relacionado, porém variado. Foi pensado em uma espécie de organismo com vários membros ou prolongamentos, como os dedos de uma mão.


Por esse motivo há a formação de vários pátios internos muito interessantes. O museu se localiza em um parque e as árvores, plantas e água são partes integrantes do projeto. Segundo os arquitetos, o Museu de Young não é uma interpretação romântica do encontro das culturas, e sim uma manifestação visual dos nossos conhecimentos sobre a coexistência e a igualdade das culturas.


Há vários elementos que integram o edifício, como a cobertura que expressa o gesto coletivo das pessoas se reunindo e que se estende até um jardim, onde se forma uma área muito agradável para o convívio.


Há também o elemento que mais chama a atenção quando olhamos a imagem, a torre educativa, que se relaciona geometricamente com a cidade e que oferece uma vista de todo o parque Golden Gate de San Francisco. A principal intenção da torre é dar a oportunidade de reflexão e compreensão das diversas culturas do nosso mundo.

Local da obra: São Francisco
Arquiteto: Herzog & De Meuron
Data: 10/2005
Tema: Museu
Referência: Revista El Croquis

Universidade de Arquitetura


Por Katrin Rappl.

O projeto visa preservar o ecossistema circundante, tais como arrozais inundados e mangues. Para isso evita obras maciças de aterro, utiliza formas de energia alternativas, captação de água da chuva para seu reuso e faz uso de ventilação natural, dispensando o uso de ar condicionado. O objetivo do projeto é se integrar ao máximo com o terreno e o clima do local.
A implantação do projeto propõe uma disposição em planta que estabelece de forma simultânea tanto conectividade como separação entre os departamentos de arquitetura, urbanismo, engenharia civil e artes aplicadas. Desse modo, cria-se uma diversidade de grandes e pequenos espaços, isto permite que a universidade se configure de maneira orgânica e se adapte mais facilmente as necessidades futuras.
O projeto trabalha também com o conceito de porosidade, suas fachadas são formadas por duas peles, a primeira protege o edifício da insolação direta, enquanto a segunda permite que haja ventilação cruzada.

Ficha Técnica
Arquiteto: Kazuhiro Kojima, Vo Trong Nghia, Daisuke Sanuki
Local: Cidade de Ho Chi Minh, Vietnã
Ano: 2005 - 2013
Tema: Construção de Baixo Impacto
Fonte: ITO, T., Escuela de Arquitectura, Ciudad Ho Chi Minh. 2G: Revista Internacional de Arquitectura, N. 43, 2007, pp. 126-131.

Novo Prédio para Bouwkunde

Por Mariana Boschini

O projeto de Laura Alvarez para o Open International Ideas Competition Building for Bouwkunde ganhou o primeiro prêmio em março deste ano. O concurso visava escolher um projeto para o novo prédio da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Delft, que foi destruída por um incêndio em maio de 2008.

Os 25.000 m2 restantes do edifício antigo foram preservados no projeto de Laura Alvarez, reduzindo assim o custo da obra pela metade. Segundo a arquiteta, o novo edifício não parasita o antigo, mas posiciona-se cuidadosamente nos vazios produzidos pelo incêndio. A estrutura do projeto propõe que os estúdios e salas de aula fiquem nas asas transversais do edifício, e que os escritórios e salas de professores fiquem nos corredores longitudinais externos (entre os estúdios), de modo a encorajar o contato entre funcionários, estudantes e professores. Os corredores centrais do edifício abrigam todas as atividades coletivas, como auditórios, refeitórios e bibliotecas, conectando e distribuindo as pessoas pelo prédio. Por último, os pátios trazem luz e ventilação para a estrutura, e por isso as áreas com maior volume de pessoas estão ao redor dos maiores pátios.
local: Delft, NL
arquiteta: Laura Alvaréz
data: 2009
tema: Faculdade de Arquitetura
área: 54.000 m2

Seda da empresa Gamesa Eólica S.A.

                                            Por Bianca Forti

A sede da empresa Gamesa Eólica S.A. foi instalada em um parque tecnológico, na localidade de Sarriguren, Espanha. As decisões conceituais e arquitetônicas foram pensadas para tornar o conjunto funcional e permitir mudanças futuras no programa.
O edifício tem, basicamente, uma planta em U e no seu nível mais alto apresenta uma ponte que permite a comunicação entre os usos, evitando deslocamentos desnecessários. O programa foi organizado em diferentes níveis, sendo que os escritórios estão dispostos no perímetro exterior do edifício, que apresenta uma forma mais clara e definida, deixando no interior uma estrutura mais aberta voltada para o jardim interno.
Nas fachadas foram utilizados vidros laminares que apresentam em seu interior uma malha de aço capaz de produzir reflexos e texturas com a incidência da luz. O espaço interior é protegido dos ventos e possui árvores de grande porte, por isso esse local torna-se fresco no verão e é utilizado para a refrigeração natural do edifício.


Ficha técnica:

Arquiteto: Francisco Mangado
Colaboradores: Ignacio Olite, Idoia Alonso, Willem van de Putte
Localização: Sarriguren, Navarra, Espanha
Período: 2005-2007
Tema: Sede de empresa
Área: 10.500 m2
Referência: AV Monografias 2007, ed. 129-130, p. 86-95
Foto: Pedro Pegenaute

Casa UL


Elena Furlan e Mariana Boschini

O conceito do projeto foi conceber um módulo que atendesse ao mesmo tempo as necessidades estruturais de uma casa (paredes, lajes e piso) e as atividades que nela pudessem ocorrer (comer, sentar, dormir, preparar entre outros). Dessa maneira, desenvolvemos duas únicas peças, um U com medidas de 240x240x240cm que tem a função de estruturar a casa, e um L de 40x80cm que engloba todas as atividades dos usuários, podendo ser posicionada com a maior superfície tanto na horizontal quanto na vertical.

A combinação das diferentes posições do módulo estrutural fez com que o pavimento térreo da casa abrigasse as atividades coletivas, em espaços amplos e contínuos, sem muita distinção entre o local de trabalho e o de estar. No pavimento superior, o quarto e o banheiro do casal ganham um pouco mais de privacidade.
Na concepção da maquete os dois módulos foram representados com a diferenciação de cores contrastantes, deixando claramente visível cada encaixe e posicionamento que os módulos assumiram.