quinta-feira, 3 de setembro de 2009

California Institute for Telecomunications and Information Technology (CALIT2)


Por Lucas Carvalho

     Localizado em San Diego, à sombra do Salk Institute projetado por Louis Kahn, o campus da UCSD foi projetado em 1999 como um local em uma rede de institutos voltados para o desenvolvimento e emprego de tecnologias avançadas para a resolução de questões sociais de grande escala. A intenção do cliente era a criação de um espaço reconfigurável, para tornar indistinguíveis os limites entre espaços onde as pessoas trabalham e experimentam, um edifício que pudesse ser transparente visualmente e transmissivo para todos os tipos de comunicação sem fio.
     O tamanho e complexidade do programa para o CALIT2 tornou necessária a fusão de duas parcelas dos lados norte e nordeste de uma quadra do setor de engenharia do campus. Ao mesmo tempo, os arquitetos pretendiam reter a passagem através do edifício, ligando a uma rua do campus e um canyon atrás da quadra. O programa conta com uma mistura de escritórios administrativos, laboratórios abertos e escritórios individuais de pesquisa, com o acréscimo de laboratórios "limpos" para pesquisas em nanotecnologia e uma ala com uma galeria e cinemas digitais para receber novas mídias e para visualização científica. 


Ficha técnica:
Arquitetos:NBBJ, San Francisco - Richard Clarke, Gabriel Blackman, Victor Vizagatis, Clarinda Bisceglia, Fred Powell.
Localização:San Diego, California, EUA.
Data de término da construção: Outubro 2005.
Tema: Centro de pesquisas.
Referência: GIOVANNINI, Joseph. CALIT2 - San Diego, California. Architectural Record, Nova Iorque, The MacGraw-Hill Companies: Dezembro 2007 (Vol.195, No. 12): p. 134-138.
Foto: John Durant.

Casa Ziguezague



















Projeto: Casa Ziguezague


Módulo: Fitas segmentadas articuladas
Carla Nadal Rossito
Frederico Vergueiro Costa
Lara Branco Santos


A casa foi pensada a partir da modulação de fitas contínuas. Três segmentos principais definem o espaço total. Dois deles são compostos por 2 fitas laterais iguais com 1,5 m de largura, posicionadas inversamente uma em relação a outra no segmento central definindo as circulações. O segmento central é composto por 2 fitas de 3 m que se encaixam inversamente uma na outra e definem os níveis de permanência da casa.
A torre dos banheiros no centro deixa o espaço livre para circulação em espiral pelos ambientes ou patamares e escadas da casa seguindo uma hierarquia de intimidade.
O aspecto interessante é como a seqüência de segmentos em uma fita maleável define um espaço continuo e composto de partes sempre iguais, mas que na totalidade geram experiências sempre diferentes, pois em cada nível o usuário se depara com uma relação entre as partes inversas de uma e da outra fita.





Janelia Farm Research Campus

 
Por Ariadne B. de Souza
Com formas curvilíneas, fazendo referência a Alvar Aalto, Rafael Vigñoly superou suas obras mais bem sucedidas, mesclando uma construção de 289m de comprimento e 85m de largura às curvas de nível do local.
Trata-se de uma estrutura de três pavimentos composta por terraços destinada ao centro de pesquisas do Instituto Médico Howard Hughes, uma fundação filantrópica a qual fornece fundos a cientistas e engenheiros para pesquisas biomédicas avançadas.
O programa pedia por um campus o qual incitasse a interação entre cientistas também em seus laboratórios e escritórios, além das áreas sociais, sem levar em conta qualquer nível hierárquico. O projeto que contempla, além do bloco destinado à pesquisa, também uma edificação longilínea destinada a acomodações para conferências e residências temporárias para os cientistas, mostra, acima de tudo, uma preocupação em interagir com a paisagem externa, expressa tanto na implantação, como na disposição dos ambientes de trabalho, voltados para a mesma.
Ficha Técnica 
Nome: Janelia Farm Research Campus for the Howard Hughes Medical Institute (Campus de Pesquisa Janelia Farm para o Instituto Médico Howard Hughes)
Arquiteto: Rafael Vigñoly
Local: Virginia, E.U.A.
Ano:2007
Tema: Centro de Pesquisa Biomédica
Fonte: Architecture Record, The McGraw-Hill Companies, Nova Iorque, Março 2007 (Vol.195, Nº 3), pg. 116-125. 

Centro de arte de Towada

Por Elena Furlan da França

Um museu municipal localizado na cidade de Towada, Japão, é um edificio fragmentado composto por blocos de diversos tamanhos e formas, conectados entre si por corredores de vidro basicamente. Este projeto contempla espaços diversificados para atividades distintas. Assim, encontra-se salas de exposição de arte contemporânea, salas de conferências e reuniões, Cafés, bibliotecas e até mesmo salas/oficinas que servem de apoio para a realização de atividades comunitárias locais.
A implantação do projeto tem o intuito de modificar tanto a paisagem imediata quanto as atividades cotidianas dos que atravessam essa importante rua de Towada. Demonstra a preocupação com a escala do pedestre e principalmente a transição entre caminho público ao privado, sendo o edifício fragmentado como é, ele consegue fazer uma relação direta com o pedestre e convidá-lo para adentrar e se movimentar de um bloco ao outro do conjunto.
Graças a essa variação de implantação e consequentemente orientação de cada bloco, há possibilidade de se obter diversas condições de iluminação e conforto térmico ou visual desejado em cada espaço, bem como a relação desse espaço com o público que se deseja impor, no caso desse centro de arte, a própria arquitetura com a obra de arte.
Os espaços configurados em semi-públicos podem servir de apoio para uma certa convenção, conferência, palestra entre outros. Um centro tecnológico, por exemplo, é fundamental espaços semelhantes uma vez que se trata de assuntos atuais, muitas vezes novidades que se faça necessário estender as atividades que estão sendo feitas entre paredes para o exterior.

Ficha técnica:

Arquiteto:Ryue Nishizawa
Local: Towada, Japão
Ano: 2005-2008
Tema: centro de arte
Fonte: Revista El Croquis. Topologia arquitectónica / Architectural topology. Número 139

Sede da SGAE










Por Frederico Costa
A nova sede da Sociedade Geral de Autores e Editores está inserido em um parque cujo plano diretor foi elaborado por Arata Isozaki (Universidade de Tóquio, 1954) e que reúne outros edifícios de caráter cultural. Implantado ao longo do alinhamento suavemente curvo da calçada, as duas superfícies longitudinais que o definem seguem essa curvatura. A terceira superfície, retilínea, organiza os espaços no interior. São três diferentes planos com níveis de intensidade e modulação da luz e dos acessos.
A superfície de granito de Mondáriz é a grande peculiaridade. Está voltada para a vista da cidade antiga e constitui um pórtico que junto com a superfície interior definem um corredor livre que articula as áreas de acesso ao público.
O projeto reforça a tipologia histórica dos corredores em pórtico comuns em Santiago, explora as singularidades do lugar através da utilização dos materiais que dialogam com soluções contemporâneas como os planos translúcidos.


Projeto: Sede do SGAE
Arquiteto: Antón García-Abril
Local: Santiago de Compostela, Espanha
Tema: Sede de instituição representativa
Fonte: “AV Monografias n.129-130. 2008. pp.78-85”

Complexo Tecnológico de La Rioja

Por Maria A. R. de Lima.
Inserido em uma área de recuperação ambiental, o edifício abriga três instituições do setor de serviços da Internet: um centro de ensino, um de pesquisa e uma incubadora de empresas.
A estrutura linear maximiza o contato com o exterior, evidenciando a intenção de integrar o edifício à paisagem; criando um espaço no qual natureza e tecnologia se conectam. A semelhança do programa das instituições permite o compartilhamento de instalações, reduzindo gastos com manutenção, limpeza e segurança.
Suas plantas sobrepostas fecham uma parte do terreno, diversificando as conexões entre o urbano e o parque que será implantado no local. Uma série de terraços e rampas mantém a continuidade entre o desnível topográfico e o jardim. Uma pérgula verde age como brise. As aulas e oficinas são ministradas ao longo do largo corredor que contêm os espaços públicos abertos para jardins externos, enquanto as estâncias se abrem para a paisagem do rio.

Ficha Técnica
Arquitetos:
Farshid Moussavi, Alejandro Zaera-Polo con Kensuke Kishikawa, Jordi Pages, Pablo Ros
Local: La Rioja, Espanha
Ano: 2004-2006
Tema: centro de ensino e pesquisa
Fonte: AV Monografias, ISSN 0213-487X, nº129-130, 2008; páginas 96-107

Instituto de Micro Cirurgia Ocular de Barcelona

Por Flávia Elisa

O programa do Instituto de Micro Cirurgia Ocular de Barcelona é essencialmente articulado e combina espaços de usos distintos (como os anfiteatros, as salas de cirurgias, as áreas de repouso, o refeitório, a área administrativa, o estacionamento, entre outros) de maneira precisa. Tendo em vista que para parte das atividades citadas não é necessária a presença de luz natural, mas para outras é fundamental que o haja, o edifício foi desenhado e implantado de forma que, uma parte dele se encontra abaixo do solo e outra parte se emerge em pontos estratégicos para captação de luz e ventilação. Além da ventilação e da iluminação, esses locais contendo as aberturas são contemplados com uma bela vista da cidade de Barcelona, pois a edificação se situa em uma área montanhosa, tida como limite da cidade. Os acessos e espaços são cuidadosamente pensados, levando em consideração a atenção, o cuidado e o conforto dos olhos, que são a maior preocupação para com os freqüentadores do local. Assim, foram concebidos espaços de transição (semi abertos e semi fechados) e também proteções, como vidros escuros e outros anteparos que introduzem um jogo de sombra e penumbra em alguns pontos, evitando um excesso da intensidade luminosa nos ambientes.

Ficha Técnica
Arquiteto:
Josep Linàs Carmona.
Localizão:
Barcelona, Espanha.
Período:
Projeto - Julho 2003 - 2005 / Execução - Março 2006, atualmente em construção.
Tema:
IMO (Instituto de Micro Cirurgia Ocular).
Referência:
El Croqui, Ed. 128 p. 180-191.
Área:
17.550m2